Adriano Celentano lyrics

Una Carezza In Un Pugno

Original and similar lyrics
A mezzanotte sai che io ti penserò ovunque tu sarai, sei mia e stringerò il cuscino fra le braccia mentre cercherò il tuo viso che splendido nell'ombra apparirà mi sembrerà di cogliere una stella in mezzo al ciel, così tu non sarai lontano quando brillerai nella mia mano. Ma non vorrei che tu a mezzanotte e tre, stai già pensando a un altro uomo. Mi sento già sperduto e la mia mano dove prima tu brillavi, è diventata un pugno chiuso, sai. Cattivo come adesso non lo sono stato mai, e quando mezzanotte viene, se davvero mi vuoi bene, pensami mezz'ora almeno, e dal pugno chiuso una carezza nascerà. E stringerò il cuscino fra le braccia mentre cercherò il tuo viso che splendido nell'ombra apparirà. Ma non vorrei che tu a mezzanotte e tre, stai già pensando a un altro uomo. Mi sento già sperduto e la mia mano dove prima tu brillavi, è diventata un pugno chiuso, sai. Cattivo come adesso non lo sono stato mai, e quando mezzanotte viene, se davvero mi vuoi bene, pensami mezz'ora almeno, e dal pugno chiuso una carezza nascerà.

Canzone Per Unamica

Francesco Guccini
Canzone per un'amica (Francesco Guccini) Lunga e diritta correva la strada l'auto veloce correva la dolce estate era gia' cominciata vicino, lui sorrideva, vicino, lui sorrideva Forte la mano tenava il volante forte il motore cantava non lo sapevi che c'era la morte quel giorno che ti aspettava, quel giorno che ti aspettava. Non lo sapevi che c'era la morte quando si e' giovani e' strano poter pensare che la nostra sorte venga e ci prenda per mano, venga e ci prenda per mano. Non lo sapevi, ma cosa hai pensato quando la strada e' impazzita quando la macchina e' uscita di lato e sopra un'altra e' finita, e sopra un'altra e' finita. Non lo sapevi ma cosa hai sentito quando lo schianto ti ha uccisa quando anche il cielo di sopra e' crollato quando la vita e' fuggita, quando la vita e' fuggita. Dopo il silenzio soltanto e' regnato tra le lamiere contorte sull'autostrada cercavi la vita ma ti ha incontrato la morte, ma ti ha incontrato la morte. Vorrei sapere a che cosa e' servito vivere, amare, soffrire, spendere tutti i tuoi giorni passati se presto hai dovuto partire, se presto hai dovuto partire. Voglio pero' ricordarti com'eri pensare che ancora vivi voglio pensare che ancora mi ascolti e che come allora sorridi, e che come allora sorridi.

Clarisse

LEGIAO URBANA
(Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá) Estou cansado de ser vilipendiado, incompreendido e descartado Quem diz que me entende nunca quis saber Aquele menino foi internado numa clínica Dizem que por falta de atenção dos amigos, das lembranças Dos sonhos que se configuram tristes e inertes Como uma ampulheta imóvel, não se mexe, não se move, não trabalha E Clarisse está trancada no banheiro E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete Deitada no canto, seus tornozelos sangram E a dor é menor do que parece Quando ela se corta ela se esquece Que é impossível ter da vida calma e força Viver em dor, o que ninguém entende Tentar ser forte a todo e cada amanhecer Uma de suas amigas já se foi Quando mais uma ocorrência policial Ninguém entende, não me olhe assim Com este semblante de bom-samaritano Cumprindo o seu dever, como se eu fosse doente Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente Nada existe p'rá mim, não tente Você não sabe e não entende E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito Clarisse sabe que a loucura está presente E sente a essência estranha do que é a morte Mas esse vazio ela cohece muito bem De quando em quando é um novo tratamento Mas o mundo continua sempre o mesmo O medo de voltar p'rá casa à noite Os homens que se esfregam nojentos No caminho de ida e volta da escola A falta de esperança e o tormento De saber que nada é justo e pouco é certo E que estamos destruindo o futuro E que a maldade anda sempre aqui por perto A violência e a injustiça que existe Contra todas as meninas e mulheres Um mundo onde a verdade é o avesso E a alegria já não tem mais endereço Clarisse está trancada no seu quarto Com seus discos e seus livros, seu cansaço Eu sou um pássaro Me trancam na gaiola E esperam que eu cante como antes Eu sou um pássaro Me trancam na gaiola Mas um dia eu consigo resistir E vou voar pelo caminho mais bonito Clarisse só tem catorze anos

Sampa

Caetano Veloso "Personalidade"
*homenagem à cidade de São Paulo, Brasil Alguma coisa acontece no meu coração que só quando cruza a Ipiranga e a Avenida São João é que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi da dura poesia concreta de tuas esquinas da deselegância discreta de tuas meninas Ainda não havia para mim Rita Lee, a tua mais completa tradução Alguma coisa acontece no meu coração que só quando cruza a Ipiranga e a Avenida São João Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto chamei de mau gosto o que vi de mau gosto, mau gosto é que Narciso acha feio o que não é espelho e a mente apavora o que ainda não é mesmo velho nada do que não era antes quando não somos mutantes E foste um difícil começo afasto o que não conheço e quem vem de outro sonho feliz de cidade aprende depressa a chamar-te de realidade porque és o avesso do avesso do avesso do avesso Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas da força da grana que ergue e destrói coisas belas da feia fumaça que sobe apagando as estrelas eu vejo surgir teus poetas de campos e espaços tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva Panaméricas de Áfricas utópicas, túmulo do samba mas possível novo quilombo de Zumbi e os novos baianos passeiam na tua garoa e novos baianos te podem curtir numa boa. Obs.: Quilombo = Refúgio dos escravos negros que fugiam. Zumbi = líder do maior quilombo que já houve. Baiano = da Bahia, estado do Nordeste do Brasil. Favelas = Lugar de casas muito pobres. Curtir = Deleitar-se, aproveitar-se, gostar.

Os Ndios Da Meia Praia

Afonso Zeca
* Aldeia da Meia-Praia Ali mesmo ao pé de Lagos Vou fazer-te uma cantiga Da melhor que sei e faço De Monte-Gordo vieram Alguns por seu próprio pé Um chegou de bicicleta Outro foi de marcha a ré Houve até quem estendesse A mão a mãe caridade Para comprar um bilhete De paragem para a cidade Oh mar que tanto forcejas Pescador de peixe ingrato Trabalhaste noite e dia Para ganhares um pataco Quando os teus olhos tropeçam No voo duma gaivota Em vez de peixe vê peças De ouro caindo na lota Quem aqui vier morar Não traga mesa nem cama Com sete palmos de terra Se constrói uma cabana Uma cabana de colmo E viva a comunidade Quando a gente está unida Tudo se faz de vontade Tudo se faz de vontade Mas não chega a nossa voz Só do mar tem o proveito Quem se aproveita de nós Tu trabalhas todo o ano Na lota deixam-te mudo Chupam-te até ao tutano Chupam-te o couro cab'ludo Quem dera que a gente tenha De Agostinho a valentia Para alimentar a sanha De esganar a burguesia Diz o amigo no aperto Pouco ganho, muita léria Hei-de fazer uma casa Feita de pau e de pedra Adeus disse a Monte-Gordo (Nada o prende ao mal passado) Mas nada o prende ao presente Se só ele é o enganado Foram ficando ficando Quando um dia um cidadão Não sei nem como nem quando Veio à baila a habitação Mas quem tem calos no rabo - E isto não é segredo - É sempre desconfiado Põe-se atrás do arvoredo Oito mil horas contadas Laboraram a preceito Até que veio o primeiro Documento autenticado Veio um cheque pelo correio E alguns pedreiros amigos Disse o pescador consigo Só quem trabalha é honrado Quem aqui vier morar Não traga mesa nem cama Com sete palmos de terra Se constrói uma cabana Eram mulheres e crianças Cada um c'o seu tijolo Isto aqui era uma orquestra Quem diz o contrário é tolo E toda a gente interessada Colabarou a preceito - Vamos trabalhar a eito Dizia a rapaziada Não basta pregar um prego Para ter um bairro novo Só unidos venceremos Reza um ditado do Povo E se a má lingua não cessa Eu daqui vivo não saia Pois nada apaga a nobreza Dos índios da Meia-Praia Quem vê na praia o turista Para jogar na roleta Vestir a casaca preta Do malfrão ** capitalista Foi sempre a tua figura Tubarão de mil aparas Deixar tudo à dependura Quando na presa reparas Das eleições acabadas Do resultado previsto Saiu o que tendes visto Muitas obras embargadas Mas não por vontade própria Porque a luta continua Pois é dele a sua história E o povo saiu à rua Mandadores de alta finança Fazem tudo andar pra trás Dizem que o mundo só anda Tendo à frente um capataz E toca de papelada No vaivém dos ministérios Mas hão-de fugir aos berros Inda a banda vai na estrada Eram mulheres e crianças Cada um c'o seu tijolo Isto aqui era uma orquestra Quem diz o contrário é tolo * Texto e musica para o filme: Índios da Meia Praia, realizado por Cunha Teles. A versão do disco não inclui todas as quadras. ** Palavra algarvia que significa dinheiro.

Il Testamento

Deandre Fabrizio
Quando la morte mi chiamerà forse qualcuno protesterà dopo aver letto nel testamento quel che gli lascio in eredità non maleditemi non serve a niente tanto all'inferno ci sarò già ai protettori delle battone lascio un impiego da ragioniere perché provetti nel loro mestiere rendano edotta la popolazione ad ogni fine di settimana sopra la rendita di una puttana ad ogni fine di settimana sopra la rendita di una puttana voglio lasciare a Bianca Maria che se ne frega della decenza un attestato di benemerenza che al matrimonio le spiani la via con tanti auguri per chi c'è caduto di conservarsi felice e cornuto con tanti auguri per chi c'è caduto di conservarsi felice e cornuto sorella morte lasciami il tempo di terminare il mio testamento lasciami il tempo di salutare di riverire di ringraziare tutti gli artefici del girotondo intorno al letto di un moribondo signor becchino mi ascolti un poco il suo lavoro a tutti non piace non lo consideran tanto un bel gioco coprir di terra chi riposa in pace ed è per questo che io mi onoro nel consegnarle la vanga d'oro ed è per questo che io mi onoro nel consegnarle la vanga d'oro per quella candida vecchia contessa che non si muove più dal mio letto per estirparmi l'insana promessa di riservarle i miei numeri al lotto non vedo l'ora di andar fra i dannati per rivelarglieli tutti sbagliati non vedo l'ora di andar fra i dannati per rivelarglieli tutti sbagliati quando la morte mi chiederà di restituirle la libertà forse una lacrima forse una sola sulla mia tomba si spenderà forse un sorriso forse uno solo dal mio ricordo germoglierà se dalla carne mia già corrosa dove il mio cuore ha battuto un tempo dovesse nascere un giorno una rosa la dò alla donna che mi offrì il suo pianto per ogni palpito del suo cuore le rendo un petalo rosso d'amore per ogni palpito del suo cuore le rendo un petalo rosso d'amore a te che fosti la più contesa la cortigiana che non si dà a tutti ed ora all'angolo di quella chiesa offri le immagini ai belli ed ai brutti lascio le note di questa canzone canto il dolore della tua illusione a te che sei costretta per tirare avanti costretta a vendere Cristo e i santi quando la morte mi chiamerà nessuno al mondo si accorgerà che un uomo è morto senza parlare senza sapere la verità che un uomo è morto senza pregare fuggendo il peso della pietà cari fratelli dell'altra sponda cantammo in coro già sulla terra amammo tutti l'identica donna partimmo in mille per la stessa guerra questo ricordo non vi consoli quando si muore si muore soli questo ricordo non vi consoli quando si muore si muore soli.

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